O movimento Indie Maker

Para explicar o conceito, é necessário começar do começo. O termo maker quer dizer literalmente, quem FAZ. A cultura maker nasceu da necessidade das pessoas de colocar a mão na massa e criar soluções criativas para diversos tipos de problemas – pode-se dizer que é uma versão do DIY – Do It Yourself turbinada com a criatividade e a vontade de inovar. Grandes empresas e corporações dos mais variados segmentos têm reservado espaços makers para estimular a criatividade de seus colaboradores.

A palavra indie é a abreviação de independent, ou seja, “independente”. A palavra é amplamente conhecida na indústria musical. Originalmente (e é o significado fiel que é aplicado no conceito de indie maker) na indústria das artes, música e cultura em geral, tudo que é indie é feito de forma independente, ou seja, sem vínculo ou contrato com grandes selos ou instituições. Atualmente também se utiliza a palavra indie como sinônimo para produções alternativas, que fogem do que é mainstream.

A partir das explicações acima, já é possível ter uma ideia do que (ou quem) são os indie makers. O movimento focado em tecnologia e desenvolvimento é composto por pessoas físicas, e que trabalham de forma independente, que têm o interesse de solucionar problemas ou necessidades criando produtos e/ou soluções monetizáveis (ou não). O fato crucial é justamente a independência – que oferece liberdade para explorar alternativas e abre oportunidades infinitas de conexões e criação de comunidades.

Fora de um ambiente corporativo, ou mesmo de startups, o fazedor independente pode criar o produto usando as ferramentas que quiser, no tempo que quiser (geralmente bem rápido), com o método que quiser. A outra vantagem é que para fazer parte da comunidade de indie makers, não há limite de idade, exigência de experiência em qualquer área específica e é possível trabalhar de qualquer lugar. Por isso o movimento indie maker se funde de forma natural com a cultura dos nômades digitais.

Pieter Levels, é uma das maiores referências da comunidade de indie makers. O holandês é precursor do movimento e criador da plataforma NomadList – que ajuda nômades digitais a escolher os melhores destinos, além de conectar digital nomads do mundo todo.  

Outras duas referências do movimento são os sites Indie Hackers e Product Hunt. Os dois são, na verdade, as duas maiores comunidades de indie makers atualmente. Os usuários se conectam entre si, compartilham experiências, trocam feedbacks, aprendem e, o mais importante, os sites servem também como vitrine para que soluções bem-sucedidas possam ser monetizadas. 

Updated on 16 de fevereiro de 2020

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